Foi uma escritora, cronista e abolicionista brasileira de ideias avançadas. Filha de portugueses, publicou seus primeiros textos em Campinas, escrevendo às escondidas, pois a literatura era vetada às mulheres. No Brasil e em Portugal, colaborou com a imprensa por décadas, defendendo a República, o divórcio e os direitos femininos. Sua obra, associada ao realismo e naturalismo, destaca-se por "A falência" e por "Contos Infantis", pioneiro no gênero. Apesar de ser uma das escritoras mais publicadas da Primeira República e ativa idealizadora da Academia Brasileira de Letras (ABL), Júlia foi impedida de ocupar uma cadeira por ser mulher, vaga que foi parar nas mãos de seu marido, Filinto de Almeida. Somente em 2017 a ABL reconheceu essa injustiça histórica.
Nasceu em Serrana, São Paulo. É professora de História, formada pelo Centro Universitário Barão de Mauá, com atuação na rede estadual de ensino, além de envolvimento em projetos sociais e iniciativas de educação popular.
Sua trajetória é marcada pela enchente de 2002, na qual atingiu a residência da sua família localizada na Vila Virgínia. A partir deste acontecimento histórico, a relação entre a história e seu cotidiano se afloram.
Busca por meio da escrita dar espaço a memória, o território e as vozes muitas vezes invisibilizadas. Neste livro, dedica-se a narrar as histórias das enchentes no município de Ribeirão Preto, trazendo à tona vivências marcadas pela força da água — histórias de perdas, resistências e reconstruções. (foto cedida pela autora)
Foi uma professora, escritora e anarquista brasileira, pioneira do feminismo. Criada em Minas Gerais por pais espíritas, formou-se professora e iniciou sua trajetória em reformas educacionais.
Mudou-se para São Paulo em 1921, onde atuou nos movimentos femininos e operários. Rompeu com o feminismo sufragista por considerá-lo limitado, propondo uma luta mais ampla que articulasse a condição feminina com a emancipação social.
Entre 1928 e 1937, viveu em uma comunidade anarquista em Guararema, fase de intensa produção literária e ativismo antifascista. Com o Estado Novo, foi reprimida. Faleceu no Rio de Janeiro em 1945, deixando um legado que antecipou debates feministas sobre sexualidade e emancipação.
Natural de Montalegre, Portugal, foi um torneiro mecânico de grande perícia e um autodidata incansável. Após trabalhar em Lisboa e no Arsenal da Marinha, o seu serviço militar em Luanda despertou o seu envolvimento sindical. A sua dedicação intelectual era notável; mesmo preso, aprendeu idiomas e estudou ciências avançadas, escrevendo obras em sacos de cimento. Abdicando de uma vida confortável, dedicou-se à luta dos trabalhadores, à estruturação e organização do PCP e ao combate ao capitalismo e imperialismo. A sua morte prematura, aos 40 anos, no Campo de Concentração do Tarrafal, onde foi negado tratamento médico, encerrou a vida de um homem que uniu capacidade técnica, intelecto e profundo compromisso político pela transformação social.
Nascido em Maranguape (CE), foi um historiador autodidata que revolucionou a historiografia brasileira. Mudou-se para o Rio em 1875, onde atuou na Biblioteca Nacional e como professor no Colégio Pedro II. Redefiniu a narrativa histórica ao deslocar o foco da colonização litorânea para a ocupação do sertão e a formação social, introduzindo temas como bandeiras e costumes populares. Desenvolveu o método da "geologia da lama" para análise documental e realizou estudos etnográficos com povos indígenas, recusando prêmios acadêmicos. Sua obra, embora parcialmente datada, consolidou-o como monumento da historiografia nacional e pioneiro no estudo das raízes sociais e territoriais do Brasil. Faleceu no Rio, deixando legado duradouro.
Nasceu em São Paulo em 1964, ano do, possivelmente, pior golpe de estado que o Brasil viveu, o que talvez indiretamente o tenha instigado a desenvolver uma mente ainda mais inquieta. Publicitário de formação, dos românticos tempos da ESPM no Bixiga*, editor, consultor de empresas, tem 2 filhos, é apaixonado por política, música, cinema, e claro pelos livros. também é praticante de Programação Neurolinguística (PNL). Militou no movimento sindical nos anos 80, sendo redator jr. do jornal do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Atuando a maior parte de sua carreira profissional no mercado editorial nas áreas comercial, marketing e relacionamento, e nos últimos anos como consultor de editoras e entidades educacionais e agora editor, foi natural que em algum momento passasse também a escrever. Fã dos meios digitais começou há mais de uma década com dois blogs, um de poemas que foi a origem deste livro e outro de crônicas. Dono de um timbre de voz muito particular também é locutor profissional. (foto cedida pelo autor)
Nasceu na cidade de São Paulo, mas foi criado no interior, na região metropolitana de Ribeirão Preto. Historiador, professor, guia de turismo e educador patrimonial, dedica-se há mais de 8 anos à pesquisa do Cemitério da Saudade de Ribeirão Preto.
Para compartilhar esse conhecimento, fundou os grupos culturais Cidade dos Mortos e Ecos do Passado - Turismo Histórico, que promovem visitas guiadas em cemitérios e demais patrimônios culturais da região, além de caminhadas urbanas e ações educativas. É também o criador do projeto de visitas mensais e gratuitas ao Cemitério da Saudade: “Um Ribeirão de Saudade”. Como membro da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC) e integrante dos conselhos municipais de turismo e cultura, Felipe atua na defesa dos cemitérios e dos demais patrimônios como espaços vivos de memória, educação, cultura e turismo. (foto cedida pelo autor)
Nascido em São Paulo (2000), formou-se em Licenciatura em História pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2023).
Trabalha e pesquisa a cultura em diferentes aspectos. Desde 2021, atua como professor de xadrez para crianças e jovens, introduzindo noções básicas do jogo e suas relativas táticas e estratégias.
Atualmente, cursa mestrado em Educação na UFSCar, pesquisando a relação entre Estado, políticas culturais e formação humana. É ativo na área museológica, na qual exerce papel de educador e mediador cultural e patrimonial. (foto cedida pelo autor)
Deputado, acadêmico, diplomata e abolicionista, percebia no Brasil uma nascente consciência nacional que integrava a dignidade humana à legislação, repudiando a escravidão como uma vergonha. Essa visão surgia do arrependimento dos descendentes de senhores e da solidariedade dos herdeiros de escravos. Ele acreditava que seu livro seria bem recebido por quem compartilhava desse ideal, apesar das críticas de setores conservadores. Para Nabuco, a escravidão degradava o país, e sua abolição era essencial para a verdadeira liberdade. A independência de 1822 só se completaria quando todos fossem livres e tratados como cidadãos, marcando o Brasil como uma nação justa e plenamente soberana.
Pianista, professor, maestro, compositor e arranjador, Marcelo Ghelfi tem uma carreira que ultrapassa 40 anos. Trabalhou com grandes nomes da música popular brasileira, dentre eles Paulinho da Viola, Simoninha, Lenine, Leny Andrade, Margareth Menezes, Renato Brás, Francis Hime, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Ná Ozzetti, João Bosco e outros. Também escreveu para os internacionais Richard Galleano, Aldo Lopez-Gavillan, Stanley Jordan, Rodolfo Mederos, Carminho e outros. Registrou parte do seu trabalho em cinco álbuns. Performou e lecionou no Brasil e no exterior – Estados Unidos, Canadá, Suíça, Dubai e Itália. Regeu diversas orquestras, dentre elas a Brasil Jazz Sinfônica, a Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, a Sesi-Bachiana e a Orquestra Cláudio Santoro, de Brasília. Filósofo, neste momento dedica-se ao Doutorado na USP, tendo Noel Rosa como tese. (foto de Nadja Kouchi)
Nascido em Salvador (BA), Rodolfo Teófilo mudou-se para Fortaleza ainda bebê, considerando-se cearense. Órfão na infância, formou-se em Farmácia (1875) e atuou como farmacêutico, professor e escritor. Pioneiro do Naturalismo no Ceará, escreveu A Fome (1890), retratando a seca nordestina. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras e da Padaria Espiritual, além de abolicionista. Como ativista de saúde pública, liderou a vacinação em massa contra a varíola (1901–1904), documentada em Varíola e Vacinação no Ceará. Publicou 28 livros, entre romances, estudos científicos e obras históricas. Morreu em 1932, deixando um legado literário, científico e social.
Imagens dos autores em domínio público ou com os devidos créditos.
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