Em junho chega nossa loja online!!!
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Clássicos das ciências humanas e literatura (séc XIX e XX) e jovens acadêmicos. Unindo o que merece ser redescoberto ao futuro que está sendo escrito.
Enchentes e memórias em Ribeirão Preto - Séc. XIX-XX
Autora: Lara Beatriz Abonisio
Págs: 76
Formato: 15 x 21 cm
Ano: 2026
ISBN: 9786584153165
ISBN: (e-book)
Preço: R$ 47,90
Lançamento na Biblioteca Sinhá Junqueira - Ribeirão Preto - dia 13/06/26 a partir de 13h30 - Compareça!!!
Entre o progresso do café e a força das águas, Ribeirão Preto revela suas fissuras. Nesta obra, a historiadora e professora Lara Beatriz Abonisio investiga como as enchentes marcaram a história da cidade entre os séculos XIX e XX. A autora demonstra que as inundações não são apenas fenômenos naturais, mas consequências diretas da modernização excludente. O tema principal é a relação entre a formação urbana, as desigualdades sociais e o impacto das águas nas memórias periféricas.
Estruturada em quatro capítulos, a obra transita da ocupação territorial inicial até a “haussmanização” promovida pela elite cafeeira. Funciona como uma análise histórica e política que evidencia como o poder público e a mídia negligenciaram as periferias. O livro é relevante por expor como a modernidade segregou trabalhadores e imigrantes para além dos rios, tornando-os as principais vítimas das inundações, como na trágica enchente de 1927.
Indicado para estudantes, historiadores e interessados em história urbana e ambiental, a obra resgata vozes silenciadas pelas águas e pelo poder. Leitura essencial para quem quer compreender como as desigualdades do passado continuam a moldar as cidades brasileiras.
Autor: Felipe Gonçalves de Souza
Págs: 126
Formato: 15 x 21 cm
Ano: 2026
ISBN: 9786584153172
ISBN: (e-book)
Preço: R$ 66,90
Lançamento na Biblioteca Sinhá Junqueira - Ribeirão Preto - dia 13/06/26 a partir de 13h30 - Compareça!!!
Muito além de depósitos de corpos, os cemitérios são espelhos das cidades dos vivos. Nesta obra fundamental, o historiador e pesquisador Felipe Gonçalves de Souza ressignifica a necrópole ao destacar o Cemitério da Saudade de Ribeirão Preto como um espaço vivo de História, memória, cultura e turismo. A obra rompe com o tabu da morte e revela como as dinâmicas sociais, o poder e as desigualdades do passado ribeirão-pretano estão gravados no mármore.
Estruturada em três capítulos, a obra parte das práticas funerárias no Ocidente para focar na formação urbana de Ribeirão Preto (1890-1920) e na fundação do Cemitério da Saudade em 1893. O livro é crucial para compreender o momento histórico, pois demonstra como as políticas higienistas expulsaram a morte do centro para a periferia. Através da arte funerária, o autor revela as personagens e a segregação entre a elite cafeeira e os excluídos.
Indicado para estudantes, historiadores, profissionais de turismo e interessados em patrimônio cultural e educação patrimonial, a obra transforma a necrópole em uma aula a céu aberto. Leitura essencial para quem quer compreender a intricada história de Ribeirão Preto e a riqueza oculta em seus espaços de memória.
Peça em 3 atos
Escrita pela pioneira Julia Lopes de Almeida, com apresentação da atriz norte fluminense Maria Areas, "Quem não perdoa" é uma peça teatral fundamental que revela as tensões ocultas da burguesia carioca. Com partitura original de Alberto Nepomuceno, a obra destaca o tema da transformação moral feminina e as sombras do fascismo, servindo como um espelho crítico das convenções sociais e políticas do Brasil.
Estruturada em três atos, a peça transita do drama íntimo para uma rigorosa análise política. Essa transição é crucial para compreender como personagens como a enigmática Ilda e a sofrida D. Elvira encapsulam as contradições de uma sociedade que troca a dignidade por um conforto moralmente corrosivo, refletindo a penetração do autoritarismo na vida privada.
Recomendada para estudantes, historiadores e interessados em movimentos sociais e políticos, esta edição resgata um clássico indispensável. Leitura essencial para quem quer compreender a intrincada história do Brasil e as raízes de suas tensões ideológicas.
Filho dileto da Igreja e do Capital
Escrito em 1934 pela pioneira anarquista e feminista Maria Lacerda de Moura, este clássico do pensamento libertário brasileiro denuncia as raízes profundas do autoritarismo. A obra revela o fascismo não como um acidente, mas como o "filho dileto" da união estratégica entre o poder religioso e o capital financeiro. Com coragem intelectual, a autora desconstrói as narrativas de dominação que marcaram o século XX.
Através de uma análise política corrosiva e farta documentação histórica, o livro examina criticamente discursos, concordatas e o papel das instituições religiosas na manutenção da desigualdade. Maria Lacerda disseca figuras como Mussolini e Hitler, relacionando-as à repressão da liberdade individual e ao controle das massas. Sua estrutura provocativa convoca a uma revolução interior, sendo fundamental para compreender as alianças que sustentam movimentos extremistas.
Indispensável para estudantes, historiadores e interessados em movimentos sociais, este volume da Série Legados resgata uma voz insubmissa contra a opressão e o clericalismo. Leitura essencial para quem deseja compreender a intrincada história do Brasil e as perigosas conexões entre fé, lucro e poder político.
(1500 – 1800)
Capítulos de História Colonial, de J. Capistrano de Abreu, é uma obra fundamental que revolucionou a historiografia brasileira ao analisar a formação do país entre 1500 e 1800. O autor transcende a narrativa de fatos políticos para explorar profundamente a geografia, os povos indígenas e a sociedade colonial. É um estudo magistral sobre as raízes da nacionalidade.
Estruturado em ensaios que abordam desde os antecedentes indígenas até a formação dos limites territoriais, o livro oferece uma análise lúcida da colonização portuguesa, da economia agrária e das entradas no sertão. Capistrano de Abreu desvenda a complexidade das capitanias, das guerras e do povoamento, tornando-se essencial para compreender os processos históricos que moldaram a identidade e o território brasileiro.
Indispensável para estudantes, historiadores e amantes das ciências sociais, esta leitura revela os bastidores da construção do Brasil. Uma obra obrigatória para todos os que desejam entender as origens e a complexidade da nossa história.
Autor: Rodolfo Teófilo
Págs: 61
Formato: 15 x 21 cm
Ano: 2025
ISBN: 9786584153066
ISBN: (e-book) 9786584153059
ISBN: (audiolivro) 9786584153110
Preço: R$ 40,90
Da pena do cientista Rodolfo Teófilo, “Violação” fusão na epidemia de cólera-morbo que devastou o Ceará em 1862. Mais que um registro histórico, a obra expõe a barbárie humana em seu estado mais bruto. O tema central é um horror existente: um jovem dado como morto que, lúcido e paralisado, é entrado vivo e testado uma profanação macabra, uma “violação” que transcende a morte e destruição a alma.
A estrutura narrativa em duas partes é fundamental: a memória de um menino que assiste ao colapso social e o testemunho tardio da vítima adulta. Este duplo olhar transforma o relato em um profundo estudo sobre o trauma. A obra é crucial para compor a psicologia do pânico coletivo, o abandono das instituições e a fragilidade da civilização diante da morte em massa, revelando o heroísmo e a bestialidade latentes.
Indicado para estudantes, historiadores e interessados em literatura e crises sociais. “Violação” é uma leitura essencial para quem busca entender como facetas mais sombrias da natureza humana e os extremos a que a sociedade pode chegar quando confrontada com o abismo.
Textos de um líder comunista sob o Estado Novo português
A Voz Insubmissa: Textos de um líder comunista sob o Estado Novo português apresenta textos fundamentais e de grande valor histórico de Bento António Gonçalves (1902-1942), operário torneiro mecânico que se tornou secretário-geral do Partido Comunista Português e morreu no campo de concentração do Tarrafal. Esta obra resgata a voz de um dos principais protagonistas da resistência antifascista contra a ditadura salazarista, um dos regimes autoritários mais longevos da Europa, que durou de 1933 a 1974.
A obra reúne textos cruciais escritos entre 1930 e 1942, incluindo o relatório apresentado ao VII Congresso da Internacional Comunista, a contundente contestação judicial apresentada ao Tribunal Militar Especial, escritos sobre a história do movimento operário português e do PCP, e ""Duas Palavras"", escrito já no campo de concentração. Estes documentos oferecem uma perspectiva privilegiada sobre a organização clandestina do partido e as estratégias de resistência que permitiram ao PCP sobreviver por quase cinco décadas sob condições de brutal repressão.
Leitura essencial para estudantes de história, pesquisadores de movimentos sociais e todos os interessados em compreender a resistência antifascista na Europa do século XX. A obra revela como a luta clandestina cultivada nas sombras foi fundamental para criar as condições que culminariam na Revolução dos Cravos de 1974, oferecendo paralelos importantes para a compreensão de outros movimentos de resistência política na América Latina. Para situar o leitor nesse contexto histórico complexo, o livro inclui ainda uma ampla cronologia que traça um paralelo direto entre a trajetória do PCP e os principais marcos do Estado Novo.
Na trágica seca de 1877, "A Fome" de Rodolfo Teófilo narra a desolação do sertão cearense através da jornada de Manuel de Freitas. Um fazendeiro de prestígio que, vendo sua fortuna e rebanhos aniquilados, é forçado a uma dolorosa emigração com a família. A obra mergulha na luta desesperada pela sobrevivência, expondo a crueldade da natureza e o colapso de uma ordem social, onde a dignidade é posta à prova pela fome e pelo desespero.
Estruturada em capítulos "Êxodo", "A Casa Negreira", "Misérias" e "Epílogo", a obra mescla a narrativa de ficção com uma análise social contundente. A relevância do livro está em sua capacidade de transformar a saga pessoal de Manuel em um retrato maior da calamidade local do século XIX, detalhando desde a fuga de escravos e a venda dos últimos bens até cenas como o resgate de um recém nascido ao lado da mãe morta, ilustrando a brutalidade do momento histórico e a complexidade de seus personagens.
Leitura indispensável para apreciadores da boa literatura, estudantes de literatura, historiadores e interessados na história social do Brasil. "A Fome" é um convite irrecusável para compreender as raízes da desigualdade nordestina e a resiliência humana diante da adversidade mais extrema.
Do debate à prática política!
O Abolicionismo – Do debate à prática política! Joaquim Nabuco | Nova Edição com Prefácio de Jones Manoel!
Publicado originalmente em 1883, “O Abolicionismo – Do debate à prática política!” representa uma obra fundamental na luta contra a escravidão no Brasil, escrita por Joaquim Nabuco, um dos maiores abolicionistas brasileiros. Em pleno Império, o livro surge como um manifesto contundente que analisa criticamente a escravidão e propõe caminhos para sua extinção, refletindo o pensamento iluminista e liberal do autor, que se destacou como político, diplomata e intelectual comprometido com a causa libertária.
A obra estrutura-se como uma análise política e social rigorosa, combinando argumentos históricos, econômicos e morais. Nabuco discute a inviabilidade da escravidão no contexto moderno, apresentando estatísticas e reflexões sobre os prejuízos do sistema para o desenvolvimento nacional. O livro é relevante por revelar as complexas relações de poder da época e os personagens que compunham o cenário político, oferecendo uma visão privilegiada das tensões que culminariam na Lei Áurea.
Esta nova edição, enriquecida com prefácio do educador, escritor e comunicador popular Jones Manoel, conta ainda com nota introdutória e notas de rodapé cuidadosamente elaboradas que esclarecem e situam o leitor no contexto histórico. Tais elementos proporcionam uma experiência única de leitura, oferecendo aos leitores contemporâneos uma análise aprofundada sobre o legado de Nabuco. Leitura essencial para estudantes, historiadores e interessados em movimentos sociais e políticos brasileiros, é indispensável para quem busca compreender as raízes das desigualdades sociais no país e a formação da cidadania no Brasil.
O mal nacional
“A Escravidão – O mal nacional”, Joaquim Nabuco: A obra definitiva que anatomiza o sistema escravocrata brasileiro.
Publicada originalmente em 1884, “A Escravidão – O mal nacional” representa um marco na luta abolicionista brasileira. Joaquim Nabuco, político, diplomata e um dos maiores nomes do movimento contra a escravidão, apresenta uma análise contundente sobre o sistema escravocrata e suas consequências devastadoras para o país que se aprofunda na verdadeira anatomia do sistema.
A obra estrutura-se como um denso manifesto político-histórico que combina análise social, argumentação jurídica e reflexões morais sobre a escravidão no Brasil. Nabuco não apenas argumenta, ele examina as origens do sistema, seu funcionamento econômico e social e os personagens que o sustentavam ou combatiam.
Esta edição conta com textos complementares e notas que contextualizam a obra para o leitor do século XXI, facilitando a compreensão de seu significado histórico e atual. O prefácio do jornalista e ativista negro Oswaldo Faustino, revitaliza o debate sobre as raízes históricas das desigualdades no Brasil.
Indispensável para estudantes, historiadores, ativistas e interessados em compreender as complexas relações raciais e sociais no Brasil. Leitura essencial para quem busca entender as origens dos debates contemporâneos sobre igualdade e justiça social em nosso país.
O Chile e o paralelo brasileiro
Em "Balmaceda O Chile e o paralelo brasileiro", Joaquim Nabuco analisa a Revolução Chilena de 1891 para entender os desafios do Brasil republicano. A edição com prefácio da historiadora María Gabriela Huidobro Salazar enriquece este clássico.
Escrito durante o governo Floriano Peixoto, o livro mostra como o Chile preservou instituições após derrubar Balmaceda, enquanto o Brasil sucumbia ao militarismo. Nabuco revela como nossa herança escravocrata dificultou a democracia, em contraste com a experiência chilena.
Mais de um século depois, esta obra permanece atual, ajudando a entender os ciclos políticos da América Latina e os desafios contemporâneos da democracia. Leitura essencial para compreender as raízes de nossos dilemas atuais.
En "Balmaceda Chile y el paralelo brasileño", Joaquim Nabuco analiza la Revolución Chilena de 1891 para entender los desafíos del Brasil republicano. La edición con prólogo de la historiadora María Gabriela Huidobro Salazar enriquece este clásico.
Escrito durante el gobierno de Floriano Peixoto, el libro muestra cómo Chile preservó sus instituciones tras derrocar a Balmaceda, mientras Brasil caía en el militarismo. Nabuco revela cómo nuestro legado esclavista dificultó la democracia, a diferencia de la experiencia chilena.
Más de un siglo después, esta obra sigue vigente, ayudando a comprender los ciclos políticos de América Latina y los desafíos actuales de la democracia. Lectura esencial para entender las raíces de nuestros dilemas contemporáneos.
Como o jogo influenciou na construção da URSS
Xadrez Vermelho – Como o jogo influenciou na construção da URSS, de Hugo Lousada Ferreira, busca contribuir com o preenchimento de uma lacuna historiográfica ao explorar a profunda intersecção entre o jogo de xadrez e a construção da União Soviética. Fruto de um trabalho de conclusão de curso em História e parte da série "Vozes Emergentes", o livro reflete a formação do autor e sua experiência como professor de xadrez, conferindo ao texto uma perspectiva única. A hipótese central do estudo é que o xadrez não só fomentou, mas contribuiu significativamente para o desenvolvimento da recém criada primeira experiência socialista de grande envergadura. Argumenta-se que o jogo, transformado de passatempo de elite em política de Estado, foi instrumental na moldagem do "novo homem soviético" – racional, disciplinado e cooperativo.
Este livro é uma leitura essencial para pesquisadores, educadores e leitores interessados na história cultural e política da Revolução Russa. Oferece percepções valiosas sobre como o lazer e a cultura, na figura do exemplo prático do xadrez, podem conscientemente ser utilizados para construir uma nova sociedade, de caráter proletário e revolucionário. Para estudantes, historiadores e entusiastas dos movimentos sociais e políticos, "Xadrez Vermelho" é um convite instigante a compreender a intrincada e multifacetada história da URSS e a influência cultural em processos revolucionários.
Eleições de 1884
Campanha Abolicionista no Recife Eleições de 1884 é um marco na luta pelo fim da escravidão no Brasil. Neste livro Joaquim Nabuco – um dos maiores intelectuais e políticos do Brasil Imperial – registra os esforços decisivos do movimento abolicionista em Pernambuco, com foco no Recife, um dos centros da resistência contra a escravidão. Nabuco não apenas narra os discursos, articulações políticas e mobilizações sociais que aceleraram a abolição, mas também expõe as contradições de uma sociedade escravocrata em pleno século XIX. Com seu estilo eloquente e combativo, ele revela o papel do Recife como palco de debates e pressão pelos direitos humanos; as estratégias dos abolicionistas pernambucanos e sua influência nacional; a resistência dos senhores de engenho e os desafios da causa libertária e reflexões sobre raça, liberdade e justiça que ecoam até hoje.
Com brilhante prefácio de Caio Prata, esta edição estabelece uma ligação consistente entre as realidades do momento da escrita e atuais, sendo perpassada pela influência que a origem e formação de Nabuco tiveram no seu ativismo político e abolicionista, além de um trabalho minucioso de notas que facilitam a compreensão de terminologias, identificação de personagens históricos menos conhecidos e a construção textual da época. Fonte primária essencial para entender o abolicionismo no Nordeste.
Indicado para estudiosos de História do Brasil, principalmente da história do negro no Brasil, militantes antirracistas e dos direitos humanos e todos interessados na luta pela igualdade racial e compreensão da realidade atual dos negros.